Como as pesquisas em Educação têm compreendido a “Pedagogia Decolonial”?
Palavras-chave:
Pedagogia Decolonial, Decolonialidade, Educação, PedagogiaResumo
Partindo da inconsistência teórica em delimitar o que compreende a pedagogia decolonial e da divergência entre o uso de termos como decolonial/descolonial/contra-colonial, o objetivo deste artigo, de natureza documental, é investigar como pesquisas realizadas em Programas de Pós-Graduação em Educação, presentes no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, compreendem termos relacionados à “Pedagogia decolonial”. Como resultado, conclui-se que, independentemente da denominação adotada, uma pedagogia decolonial e/ou comprometida com a decolonialidade deve estar assentada em saberes historicamente subalternizados e, a partir deles, anunciar caminhos e propostas de enfrentamento às diferentes dimensões da colonialidade. Portanto, nem sempre uma pedagogia precisa se declarar decolonial para ser reconhecida como tal.
Referências
ALMEIDA, Débora Renata Muniz. Decolonialidade e práticas pedagógicas na educação infantil: experiências dos(as) educadores(as) no município de Maracanã (Pará/Amazônia/Brasil), no período de 2021 e 2022. 2023, 192p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Pará, Belém, 2023. Disponível em: https://ppgedufpa.com.br/arquivos/File/deissertadebora.pdf. Acesso em: 19/05/2026.
ARROYO, Miguel G. Outros sujeitos, outras pedagogias. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón; (Org.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.
CORRÊA, Aline Mesquita. Tendências descoloniais na pedagogia da alternância da escola família agrícola de Santa Cruz do Sul. 2022. 320p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, 2022. Disponível em: https://repositorio.unisc.br/jspui/handle/11624/3462. Acesso em: 19/05/2026.
COSTA, Antonio Mateus Pontes. Pedagogia Decolonial e Arte Educação: transgressões e enfrentamento da LGBTfobia na educação. 2021. 134p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Amapá, Macapá, 2021. Disponível em: https://repositorio.unifap.br/items/f412d6a1-5d0d-4716-b19c-dfe524a20003. Acesso em: 19/05.2026.
DIAS, Alder de Sousa. As pedagogias decoloniais na produção stricto sensu em educação no Brasil: entre aproximações, tensões e rupturas paradigmáticas. 2021. 224p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal do Pará, Belém, 2021. https://ppgedufpa.com.br/arquivos/File/Teseald.pdf. Acesso em: 19/05/2026.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1968.
GIL, Vanessa Nesbeda da Silva. Pedagogia feminista decolonial: decolonialidade e práticas pedagógicas feministas na Marcha Mundial das Mulheres. 2021. 141p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2021. Disponível em: https://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9768. Acesso em: 19/05/2026.
GODOY, Arilda Schmidt. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de empresas, São Paulo, v. 35, p. 20-29, 1995. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rae/a/ZX4cTGrqYfVhr7LvVyDBgdb/?format=html&lang=pt. Acesso em: 19/05/2026.
JUNIOR, Diomario da Silva; OLIVEIRA, Luiz Fernandes de; FERREIRA, Michele Guerreiro; COSTA, Ricardo Cesar Rocha da; (Orgs.). Pedagogias decoloniais e antirracismos: a potência das práxis decoloniais. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2022
KRIPKA, Rosana Maria Luvezute; SCHELLER, Morgana; BONOTTO, Danusa de Lara. Pesquisa documental na pesquisa qualitativa: conceitos e caracterização. Revista de investigaciones UNAD, Bogotá, n.14, p.55-73, 2015. Disponível em: https://openurl.ebsco.com/EPDB%3Agcd%3A16%3A13009056/detailv2?sid=ebsco%3Aplink%3Ascholar&id=ebsco%3Agcd%3A120009294&crl=c&link_origin=scholar.google.com. Acesso em: 19/05/2026.
MALDONADO-TORRES, Nelson. Analítica da colonialidade e decolonialidade: algumas dimensões básicas. In: BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón; (Org.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.
MALDONADO-TORRES, Nelson. Sobre a colonialidade do ser: contribuições para o desenvolvimento de um conceito. Rio de Janeiro: Editora Via Verita, 2022.
MANCILLA, Claudio Andrés Barría. Pela poética de uma Pedagogia do Sul: Diálogos e reflexões em torno de uma filosofia da educação descolonial desde a Cultura Popular da Nossa América. 2014. 241p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2014. Disponível em: https://oasisbr.ibict.br/vufind/Record/BRCRIS_a216fc864ff675f55e119b5530fa919b. Acesso em: 19/05/2026.
MARINHO, Alessandra Ferreiras. Pedagoginga: ação e auto-organização nas vivências da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro/Belém/Pa. 2021. 169p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade do Estado do Pará, Belém, 2021. Disponível em: https://propesp.uepa.br/ppged/wp-content/uploads/2024/03/Dissert.-Pedagoginga-Correcao-final_Alessandra-Marinho.pdf. Acesso em: 19/05/2026.
MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v.32, n.94, p.1-18, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/nKwQNPrx5Zr3yrMjh7tCZVk/abstract/?lang=pt. Acesso em: 19/05/2026.
MORETTI, Cheron Zanini. Nosso Norte é o Sul: colonialidade do conhecimento e a pedagogia da insurgência na América Latina. 2014, 174p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2014. Disponível em: https://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/3184. Acesso em: 19/05/2026.
NOGUEIRA, Thaís Tavares. Práticas educativas da pajelança na ilha de Colares (PA): resistência, saberes e ancestralidade. 2019, 184p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade do Estado do Pará, Belém, 2019. Disponível em: https://propesp.uepa.br/ppged/wp-content/uploads/2020/01/thaias_tavares_nogueira.pdf. Acesso em: 19/05/2026.
OLIVEIRA, Valéria Maria Santana. Memória/identidade Xokó: práticas educativas e reinvenção das tradições. 2018. 259p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Tiradentes, Aracaju, 2018. Disponível em: https://mestrados.unit.br/pped/wp-content/uploads/sites/2/2018/04/Memóriaidentidade-Xokó-práticas-educativas-e-reinvenção-das-tradições.pdf. Acesso em: 19/05/2026.
PEREIRA, Luciana de Araújo. Pedagogia Griô e suas interfaces com os modelos de ser professor/a em comunidades quilombolas: (de)colonização da profissão docente. 2021. 165p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Do Estado da Bahia, Salvador, 2021. Disponível em: https://saberaberto.uneb.br/items/d54d428b-bd6c-440c-8da4-7e4fb3f503d5. Acesso em: 19/05/2026.
SANTOS, Aretusa. Educação das relações étnico-raciais na creche: espaço-ambiente em foco. 2018. 238p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/10277. Acesso em: 19/05/2026.
SANTOS, Antonio Bispo dos. Colonização, quilombos: modos e significados. Brasília, DF: INCTI, UnB, INCT, CNPq, MCTI, 2015.
SANTOS, Antonio Bispo dos. Somos da Terra. Revista Piseagrama, Belo Horizonte, MG, v.12, p.44-51, 2018. Disponível em: https://piseagrama.org/artigos/somos-da-terra/. Acesso em: 19/05/2026.
SILVA, Juliana Cassé da. Do corpo feminino ao corpo feminista: o cinema e a educação de mulheres no clube lesbos. 2021. 168p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/226848. Acesso em: 19/05/2026.
SOUSA, Vicelma Maria de Paula Barbosa. Epistemologias do corpo: mulheres capoeiristas nas práticas educativas enquanto táticas de guerrilha das liberdades e dos direitos. 2019. 219p. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2019. Disponível em: https://ufpi.br/images/arquivos_download/PPGED/PUBLICAES/Teses%20publicadas/Vicelma%20Tese.pdf. Acesso em: 19/05/2026.
RUFINO, Luiz. Vence-demanda: educação e descolonização. Rio de Janeiro: Mórula, 2021.
WALSH, Catherine. Interculturalidade Crítica e Pedagogia Decolonial: in-surgir, re-existir e re-viver. In: CANDAU, Vera Maria; (Org.). Educação Intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Rio de Janeiro: 7 letras, 2009.
WALSH, Catherine. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. TOMO I. Quito, Equador: Ediciones Abya-Yala, 2013.
WALSH, Catherine. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. TOMO II. Quito, Equador: Ediciones Abya-Yala, 2017.
WALSH, Catherine. O que é a Pedagogia Decolonial? - TV UERJ, 2018. 1 vídeo (217 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pw8MqYauzc0&t=2s&ab_channel=TVUERJ. Acesso em: 18 mar. 2020.
WALSH, Catherine. Diálogo com Catherine Walsh sobre Pedagogia Decolonial - Cine Educampo GEPERUAZ, 2021a. 1 vídeo (189 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=K48YXfPuYu0&ab_channel=CineEducampoGEPERUAZ. Acesso em: 12 abr. 2024.
WALSH, Catherine. Dr. Catherine Walsh on Decoloniality - Roots & Routes IC [Raíces & Rutas], 2021b. 1 vídeo (18 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1myAGNjzhsE&ab_channel=Roots%26RoutesIC%5BRa%C3%ADces%26Rutas%5D. Acesso em: 14 maio 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Ao submeter um artigo para publicação na Revista Educação e Cultura Contemporânea, o (s) autor(es) concordam com os seguintes termos:
I. O(s) autor(es) e o(s) eventual(is) coautor(es) conhecem e declaram concordar com as políticas editoriais da revista para a publicação de artigos e com os termos e diretrizes a seguir;
II. Os autores garantem que o trabalho não foi publicado anteriormente em meio eletrônico ou impresso, tampouco encaminhado para publicação em língua portuguesa em outros periódicos. Também asseguram que todos os autores participaram na elaboração intelectual de seu conteúdo;
III. Os artigos publicados representam, exclusivamente, a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição da Revista Educação e Cultura Contemporânea ou do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá;
IV. É responsabilidade do(s) autor(es) assegurar que o manuscrito não contenha elementos que revelem sua identidade, garantindo a revisão cega durante o processo de avaliação por pares. Para isso, devem ser adotadas as seguintes medidas: remover nomes de autores, afiliações institucionais e quaisquer informações pessoais do corpo do texto e das notas de rodapé; substituir referências à própria produção por termos neutros, como “Autor(a)” ou “Autor(a), ano”, evitando citações que permitam a identificação; nomear o arquivo de submissão de forma neutra, sem mencionar o nome do(s) autor(es); e excluir metadados do documento que possam identificar a autoria (ex.: propriedades do arquivo em editores de texto).
V. O responsável pela submissão deve certificar-se do preenchimento completo e correto das informações de todos os colaboradores, conforme solicitado no sistema de submissão, incluindo: nome completo, filiação institucional atualizada, e-mail, link para o currículo Lattes (para participantes brasileiros), ORCID e minicurrículo;
VI. O(s) autor(es) comprometem-se a submeter o manuscrito utilizando exclusivamente o template oficial disponibilizado pela Revista Educação e Cultura Contemporânea (REEDUC), assegurando o cumprimento integral das normas de formatação exigidas. Isso inclui a padronização de margens, fonte, espaçamento, estilo de citações e referências bibliográficas, conforme descrito nas Diretrizes para Autores. Submissões fora do padrão estabelecido poderão ser rejeitadas ou devolvidas para ajustes antes do encaminhamento à avaliação por pares.
VII. Caso tenha sido utilizado algum recurso de inteligência artificial (IA) durante a elaboração do manuscrito, o(s) autor(es) deve(m) declarar esse uso, seguindo as orientações do template e da seção "Declaração de Direito Autoral", disponíveis nesta página.