Currículo de lengua portuguesa de la BNCC/EM: ¿enseñanza utilitaria y/o utilitarista?
Palabras clave:
Currículum utilitario-utilitarista, Enseñanza de la lengua portuguesa, BNCCResumen
Este artículo tiene como objetivo reflexionar sobre el currículo de lengua portuguesa de la Base Curricular Común Nacional. Se trata de una invest+igación cualitativa, bibliográfica, en cuanto al procedimiento metodológico, que utilizó la técnica del análisis documental. Los resultados revelan que si bien existe la propuesta de formación integral como discurso convincente para la BNCC, se puede concluir, en este estudio, que la Base es un currículo prescripto, tradicional y utilitario-utilitarista, que pretende formar sujetos a través de habilidades para obtener resultados en evaluaciones de gran escala y enfoque en el mercado laboral. Esta visión estuvo influenciada principalmente por la injerencia de agentes privados en la elaboración del documento sumando sus intereses de marketing.
Citas
ALTHUSSER, L. Ideología y aparatos ideológicos de Estado. 1970. Disponível em: http://www.infoamerica.org/documentos_pdf/althusser1.pdf.Acesso em: 31 jul. 2021.
ALVES, M. F.; OLIVEIRA, V. A. Política educacional, projeto de vida e currículo do ensino médio: teias e tramas formativas. Revista humanidades e inovação. v. 7, n. 8, p. 21-35, 2020.
ANTUNES, A. A quem interessa a BNCC? Revista POLI: saúde, educação e trabalho - jornalismo público para o fortalecimento da Educação Profissional em Saúde. Ano X, n. 54, p. 6-13, 2017.
APPLE, M. W. A Política do conhecimento oficial: faz sentido a ideia de um currículo nacional? In: MOREIRA, A. F.; SILVA, T. T. (org.). Currículo, cultura e sociedade. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2002. p.59-91.
AXER, B. et al. Base Nacional Comum Curricular: fixações de identidade na tentativa de um sujeito nacional. In: MORGADO, J. C.; NORBERTO, H.; SOUSA, J. (org.). Currículo, ideologia, teorias e políticas educacionais. Série 6. Recife: ANPAE, 2017. p. 62-68.
BAKHTIN, M.; VOLOCHÍNOV, V. M. Marxismo e Filosofia da linguagem. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2006. 204 p.
BONINI, A; COSTA-HUBES, T.C. O contexto de produção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): cenas dos bastidores. In: COSTA-HUBES, T.C.; KRAEMER, M. A. D. (Org.). Uma leitura crítica da Base Nacional Comum Curricular. Campinas, São Paulo: Mercado das Letras, 2019. p. 17 a 39.
BRANCO, E. P. et al. BNCC: A quem interessa o ensino de competências e habilidades? Debates em Educação, v.11, n.25, p.155-171, 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
CAETANO, M. R. Os sujeitos e a proposta educacional da Base Nacional Comum Curricular: entre o público e o privado. Teoria e Prática da Educação, v. 22, n. 3, p. 118-136, 2019. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/TeorPratEduc/article/view/46916.
Acesso em: 10 set. 2022
CORRÊA, A.; MORGADO, J. C. A construção da Base Nacional Comum Curricular no Brasil: tensões e desafios. Anais do Colóquio Luso-Brasileiro de Educação, v.3, 2018.
Disponível em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/colbeduca/article/view/12979/8307.
Acesso em: 25 jun. 2020.
COSTA, R. A. Letramento digital na BNCC: um estudo das competências e habilidades no componente de língua portuguesa no ensino médio. 2021. 131 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada. Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2021.
DA SILVA, M. R. et al. Faz sentido uma Base Nacional Comum Curricular? Revista X, [S. l.], v. 15, n. 5, p. 09-17, nov. 2020. Disponível em:
https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/77308/41874. Acesso em: 07 set. 2021.
D'AVILA, J. B. As influências dos agentes públicos e privados no processo de elaboração da Base Nacional Comum Curricular. 2018. 129 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Estadual do Centro-Oeste, Paraná, 2018.
DE OLIVEIRA DELMONDES, M.; DA SILVA, T. M. Os “campos de experiências” na Base Nacional Comum Curricular: do positivismo às invenções cotidianas. Linguagens, Educação e Sociedade, [S. l.], n. 38, p. 72-98, 2018.
DIAS, I. S. Competências em educação: conceito e significado pedagógico. Revista da ABRAPEE, v. 14, n.1, p.73-78, Janeiro/Junho, 2010.
DUARTE, N. Vigotski e o “aprender a aprender”: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.
FREITAS, A. A Base Nacional Comum Curricular e a educação banqueira. Carta Capital, 2016.
FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989. 80 p.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GERALDI, J.W. O ensino de língua portuguesa e a Base Nacional Comum Curricular. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 9, n. 17, p. 381-396, 2015.
GIROUX, H. Praticando estudos culturais nas faculdades de educação. In: SILVA, T.T. (org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em educação. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 85-103.
HISSA, D. L. A. et al. Letramento Digital e linguística aplicada: interfaces possíveis. In: LIMA, H. V.; PITA, J. R.; SOARES, M. E. (org.). Linguística aplicada: os conceitos que todos precisam conhecer. v. 2, São Paulo: Pimenta Cultural, 2020. p. 25-51
LENOIR, Y. O utilitarismo de assalto às ciências da educação. Educar em Revista, [S. l.], v. 32, n. 61, p. 159-167, 2016.
LIBÂNEO, J. C. et al. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003.
LIBÂNEO, J.C. O dualismo perverso da escola pública brasileira: escola do conhecimento para os ricos, escola do acolhimento social para os pobres. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.38, n.1, p. 13-28, 2012.
LIMA, P. R. A. Desafios na formação de professores de espanhol na UFG: conflitos
entre os currículos “morto” e “vivo”. 2016. 224 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
MOREIRA, A. F.; SILVA, T. T. Currículo, cultura e sociedade. 7.ed. São Paulo: Cortez, 2002.
NOGUEIRA, S. dos S. Representações de alunos do ensino médio sobre o processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa. 2016. 120 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
NOGUEIRA, S. dos S. BNCC: currículo utilitário-utilitarista de Língua Portuguesa/EM e as relações dialógicas nos discursos sobre língua(gem), gênero e o multiletramento digital. 2022. 183 f. Tese (Doutorado em Letras e Linguística) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2022.
ORLANDI, E. P. Identidade linguística escolar. In: SIGNORINI, I. (Org.). Língua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas: Mercado das Letras, 1998. p. 203-211.
PACHECO, J.A. Teoria curricular crítica: os dilemas (e contradições) dos educadores. Revista Portuguesa de Educação. v. 14, n. 1, p. 49-71, 2001.
PERRENOUD, P. Construir competências desde a escola. Tradução. Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artmed, 1999.
RAMOS, R. da S. et al. Base Nacional Comum Curricular: questionando a tentativa de homogeneização do ensino no século XXI a partir da teoria do discurso. In: MORGADO, J. C.; NORBERTO, H.; SOUSA, J. (org.). Currículo, ideologia, teorias e políticas educacionais. Série 6. Recife: ANPAE, 2017. p. 777-787.
SACRISTÁN, J. G. O currículo. Uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2008.
SILVA, V. S. da. Base Nacional Comum Curricular: uma análise crítica do texto da política. 2018. 198f. Dissertação (Mestrado em Educação) –Faculdade de Educação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2018.
SOUZA, E. C. O ensino de língua portuguesa na Base Nacional Comum Curricular
(BNCC): criando inteligibilidades para a prática de análise linguística. 2019. 208 f.
Dissertação (Mestrado) – Programa de Mestrado Profissional em Letras, Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis, 2019.
TADEU DA SILVA, T. Currículo e identidade social: territórios contestados. In: TADEU DA SILVA, T. (org.). Alienígenas na sala de aula. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 190-207.
TADEU DA SILVA, T. Documentos de identidade – uma introdução às teorias do currículo. 2.ed. Belo Horizonte - MG: Autêntica, 2001.
TADEU DA SILVA, T. O currículo como fetiche: a poética e a política do texto curricular. Belo Horizonte - MG: Autêntica, 2010.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Ao submeter um artigo para publicação na Revista Educação e Cultura Contemporânea, o (s) autor(es) concordam com os seguintes termos:
I. O(s) autor(es) e o(s) eventual(is) coautor(es) conhecem e declaram concordar com as políticas editoriais da revista para a publicação de artigos e com os termos e diretrizes a seguir;
II. Os autores garantem que o trabalho não foi publicado anteriormente em meio eletrônico ou impresso, tampouco encaminhado para publicação em língua portuguesa em outros periódicos. Também asseguram que todos os autores participaram na elaboração intelectual de seu conteúdo;
III. Os artigos publicados representam, exclusivamente, a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição da Revista Educação e Cultura Contemporânea ou do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá;
IV. É responsabilidade do(s) autor(es) assegurar que o manuscrito não contenha elementos que revelem sua identidade, garantindo a revisão cega durante o processo de avaliação por pares. Para isso, devem ser adotadas as seguintes medidas: remover nomes de autores, afiliações institucionais e quaisquer informações pessoais do corpo do texto e das notas de rodapé; substituir referências à própria produção por termos neutros, como “Autor(a)” ou “Autor(a), ano”, evitando citações que permitam a identificação; nomear o arquivo de submissão de forma neutra, sem mencionar o nome do(s) autor(es); e excluir metadados do documento que possam identificar a autoria (ex.: propriedades do arquivo em editores de texto).
V. O responsável pela submissão deve certificar-se do preenchimento completo e correto das informações de todos os colaboradores, conforme solicitado no sistema de submissão, incluindo: nome completo, filiação institucional atualizada, e-mail, link para o currículo Lattes (para participantes brasileiros), ORCID e minicurrículo;
VI. O(s) autor(es) comprometem-se a submeter o manuscrito utilizando exclusivamente o template oficial disponibilizado pela Revista Educação e Cultura Contemporânea (REEDUC), assegurando o cumprimento integral das normas de formatação exigidas. Isso inclui a padronização de margens, fonte, espaçamento, estilo de citações e referências bibliográficas, conforme descrito nas Diretrizes para Autores. Submissões fora do padrão estabelecido poderão ser rejeitadas ou devolvidas para ajustes antes do encaminhamento à avaliação por pares.
VII. Caso tenha sido utilizado algum recurso de inteligência artificial (IA) durante a elaboração do manuscrito, o(s) autor(es) deve(m) declarar esse uso, seguindo as orientações do template e da seção "Declaração de Direito Autoral", disponíveis nesta página.