Concepções de profissionais da saúde sobre altas habilidades e transtornos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças
Resumo
As relações entre a educação e a medicina estão presentes desde o início da revolução industrial, que precisava, para o seu desenvolvimento, de grandes contingentes de pessoas com um mínimo de educação formal e em boas condições de saúde. Para uma compreensão atual desse fenômeno, este artigo discorre sobre a organização da medicina moderna, a qual teve, entre suas produções, a criação do movimento higienista, segundo o qual, para o desenvolvimento do país, era necessário que as famílias e suas crianças recebessem uma nova educação. Decorrente desse movimento, a partir da segunda metade do século XX, inicia-se o processo de identificação e tratamento de doenças que prejudicariam a aprendizagem dos alunos. Essa busca de patologias indica que estão sendo levadas para a área médica algumas questões educacionais, assim como ela pode estar encobrindo as crianças que têm altas habilidades. Nessa perspectiva, este artigo tem por objetivo avaliar as concepções de três profissionais de saúde que atendem a crianças encaminhadas por escolas, de maneira a discutir as implicações dos resultados para a educação. Constatou-se que crianças as quais apresentam condutas mais ativas, em determinadas situações, ou são quietas e mesmo passivas, em outras, não devem ser caracterizadas como patológicas e passíveis de medicalização, pois essas condições não são adequadamente avaliadas na escola e nos consultórios médicos e/ou psicológicos. Tais procedimentos podem ter erros e não permitir que crianças com capacidade elevada tenham oportunidades de se manifestarem.Downloads
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